Mousse de Requeijão e Manga


Agora sim, estou de malas feitas e pronto para ir de férias. Rumo a uns merecedores dias de descanso. Passamos praticamente o ano inteiro a sonhar com estes dias, a planear para onde ir, ansiosos por dar um mergulho na água salgada do mar, apanhar uma corzinha na pele e colocar a leitura em dia. São dias que se querem lentos e desacelerados. Sem regras, sem horários, sem grandes planos. Apenas queremos saborear intensamente cada minuto e absorver a natureza que nos rodeia. Acordar, tomar um pequeno almoço demorado e equilibrado, rumar à praia, sentir os pés descalços na areia quente enquanto somos presenteados pela brisa e pela calma que o mar oferece e transmite. Enfim, saborear todos os momentos, sem pressas. Carregar baterias e alimentar a alma.


Tal como havia prometido no Instagram, não vou de férias sem antes partilhar convosco esta deliciosa receita. Uma combinação equilibrada de ingredientes que se traduz numa sobremesa leve, fresca e muito simples de preparar. É perfeita para estes últimos dias de Verão, que ainda são quentes e convidam a saborear frescura. O ideal será preparar a receita de véspera e deixar refrigerar durante a noite, mas caso não tenham tempo podem prepará-la com 2 horas de antecedência. A cremosidade desta mousse não deixa ninguém indiferente. Claro que tal só é possível usando ingredientes genuínos e de qualidade, como é o caso do Requeijão de Vaca Tété, ingrediente que eu escolhi para enriquecer esta sobremesa. Obtido a partir do soro do leite de vaca, este requeijão é macio, apresentando um sabor suave mas característico o que o torna ideal, não apenas para ser degustado de forma simples mas também para ser usado em sobremesas. Para conhecerem este e outros produtos da marca Tété visitem o site, aqui ou sigam as páginas nas redes sociais, Facebook e Instagram.


Mousse de Requeijão e Manga

Ingredientes: (para 4 pessoas)
| 1 manga média + 1/2 manga
| 40 g de açúcar em pó                             
| 1 c. (sopa) de mel
| raspa da casca de 1/2 limão
| 1 iogurte natural

Preparação:
1 . Coloque o requeijão em pedaços dentro do copo de um robot de cozinha (caso não tenha um robot, use um copo alto e a varinha mágica)

2 . Descasque a manga, retire toda a polpa descartando o caroço e junte ao requeijão.

3 . Adicione o açúcar em pó, o mel, a raspa de limão e triture tudo até obter um creme bastante homogéneo. Com uma espátula baixe o creme que ficou nas paredes do copo e volte a triturar.

4 . Adicione o iogurte ao preparado anterior e bata mais um pouco para envolver.

5 . Distribua a mousse por tacinhas individuais e leve ao frigorífico durante pelo menos 2 horas.

6 . Antes de servir triture a 1/2 manga e distribua o puré de manga pelas tacinhas. Decore com pedaços de manga e folhas de hortelã.

Milho Grelhado com Parmesão e Coentros


O Verão só nos oferece coisas boas. Os dias são mais longos e luminosos e permitem-nos usufruir de mais tempo fora de casa. Dias em que desaceleramos a correria a que estamos habituados e os minutos passam mais devagar. As tardes amenas convidam a jantar no exterior, algumas vezes com os amigos, enquanto o sol se põe. Os grelhados e os petiscos são sempre bem vindos nesta altura. Para a mesa vêm os tomates, na sopa e nas saladas. Os legumes e as frutas também chegam em abundância. É tempo de saborear as deliciosas ameixas, de comer melancia, ao natural, nas saladas e também nos sumos. Os melões estão mais doces que nunca, os tão desejados figos que, apesar de terem amadurecido mais tarde, aos poucos vão chegando cá a casa. É tempo de amoras silvestres e também das primeiras uvas a fazerem lembrar que não tarda começa o Outono.


Para mim o Verão (o meu Verão) começa agora. Os dias continuam ainda quentes mas as noites, essas já vão ficando mais frias. Mas ainda há tantos dias bons pela frente para aproveitar as coisas boas desta estação. Setembro está a chegar e traz com ele as tão desejadas férias. Ainda me esperam muitos mergulhos na água azul e salgada do meu querido sul. Ainda tenho muitos dias em que vou deixar o sol beijar-me a pele salgada. Longos passeios à beira mar nas belas praias, agora mais desertas. É tempo de abrandar, aproveitar todos os minutos.

Já com um pézinho nas férias venho partilhar uma receita muito simples e com sabor a Verão. Adoro milho grelhado. Gosto de o servir como acompanhamento de carne, numa salada ou simples assim, com muito queijo Parmesão e aromatizado com coentros. A ele juntei o melhor azeite virgem extra de produção biológica, o Azeite Bio Oliveira da Serra. Este é um azeite não filtrado, naturalmente versátil e harmonioso, especial para quem aprecia um estilo de vida natural e saudável. É ideal tanto para cozinhar como para temperar. Graças a um enorme empenho e dedicação, a Oliveira da Serra selecciona os lotes mais adequados para levar à mesa dos consumidores portugueses o melhor e mais premiado dos azeites no mundo.


Milho Grelhado com Parmesão e Coentros

Ingredientes:
| sal qb
| 4 espigas de milho
| 75 ml + 2 c (sopa) de Azeite BIO Oliveira da Serra
| 4 c. (sopa) de coentros frescos picados
| 3 c. (sopa) de queijo parmesão ralado + qb para servir       

Preparação:
1 . Leve uma panela ao lume com água e sal e deixe ferver. Coloque nela as espigas de milho ao alto, até ficarem cobertas de água e deixe cozer por 5 minutos. Retire as espigas, absorva o excesso de água com papel absorvente e reserve.

2 . Entretanto aqueça um grelhador. Pincele as espigas com 2 c. (sopa) de azeite e leva-as a grelhar durante 10-12 minutos, tendo o cuidado de as ir rodando a cada 2 minutos.

3 . Pique finamente os coentros, misture-os num prato pequeno com o azeite e o queijo Parmesão ralado. Sirva as espigas de milho grelhadas e ainda quentes, generosamente pinceladas com a mistura de azeite e coentros e polvilhe com queijo Parmesão.

Gelado de Queijo de Cabra, Figos e Mel


Das coisas que mais gosto de fazer no Verão, saborear um delicioso gelado. Ou dois, ou três. Eu adoro gelados, tenho-os sempre cá em casa durante o ano inteiro. Durante o Inverno sabe-me bem acompanhar uma generosa fatia de brownie ou de bolo de chocolate intenso com uma bola de gelado. Mas é no Verão que eu mais me delicio a comê-los. E, confesso, é das coisas que como com prazer e sem culpas. Sabe-me bem e é daqueles pequenos prazeres da vida dos quais eu não abdico. Prefiro um bom gelado a uma bola de berlim na praia. Mas não gosto de qualquer gelado. Sou de sabores fortes, intensos e dou preferência aos gelados artesanais. 

O meu sabor preferido de sempre é o de pistachio. Já aqui partilhei uma receita de Gelado de Pistachio, um dos melhores que comi até hoje e que adorei fazer. Mas o melhor dos melhores, aquele que está lá no top, foi um gelado de pistachio que provei na Suiça, numa gelataria de fabrico italiano e cujo sabor e cremosidade me levou às nuvens. Não resisto a provar este sabor quando encontro à venda, mas nem todos me conquistam. Quando a cor é demasiado verde fico logo de pé atrás, pois existem muitas gelatarias que usam corantes, assim como intensificares de sabor para tornar o gelado mais apelativo. Claro que dessa forma não me convencem.


Recentemente, numa visita à Figueira da Foz, a minha cidade natal, provei um gelado cujo sabor adorei, naquela que eu considero uma das melhores, ou talvez a melhor gelataria em Portugal. O sabor era de queijo de cabra com doce de leite. Ora, sendo eu um apaixonado por queijo de cabra e gostando de sabores intensos, este gelado fez-me suspirar por mais. Já em casa, e com o delicioso Queijo de Cabra Tété à minha disposição, decidi criar uma combinação que adoro, cujos sabores eu não resisto e que tanto me fazem lembrar o meu querido sul. Ao queijo fresco de cabra juntei compota de figo e adocei com mel puro. Conseguem imaginar?! Uma perfeita tentação que resultou num gelado cremoso que só apetece repetir vezes sem conta.

Para a confecção deste gelado usei a máquina de gelados que é sempre uma perfeita aliada. Caso ainda não tenham uma, vale bem a pena o investimento (as mais baratas rondam os 20€). Desde que adquiri a minha nunca mais deixei de fazer gelados em casa. Experimentem e vão ver que não querem outra coisa. Contei também com o delicioso Queijo Fresco de Cabra Tété, de aroma intenso e característico que, sendo um produto de excelência, tornou este gelado ainda mais saboroso. Conheçam este e outros produtos da marca Tété, fazendo uma visita ao site, aqui, ou visitando as respectivas contas da marca, no Facebook e Instagram.


Gelado de Queijo de Cabra, Figos e Mel

Ingredientes:
| 400 ml de natas
| 250 ml de leite                           
| 180 ml de mel
| 1/2 c. (chá) de pasta de baunilha      
| 6 gemas
| 1 Queijo Fresco de Cabra Tété (± 150 g)      
| 100 g de compota de figo


Preparação:
1 . Numa taça, bata bem a gemas com uma vara de arames e reserve.

2 . Leve um tacho ao lume médio com as natas, o leite, o mel e a baunilha. Assim que estiver prestes a ferver, retire do lume. Verta um pouco da mistura sobre as gemas e mexa energicamente para temperar. Aos poucos vá adicionando toda a mistura e sempre sem parar de mexer.

3 . Verta o preparado novamente no tacho e leve ao lume por cerca de 2 minutos, mexendo sempre sem parar e até o creme engrossar um pouco.

4 . Numa taça, desfaça o Queijo de Cabra Tété, usando uma vara de arames. Verta o creme sobre o queijo e misture bem até o queijo se desfazer por completo.

5 . Passe o creme por um passador de rede fina, para eliminar eventuais grumos e de seguida coloque-o no frigorífico durante pelo menos 4 horas (idealmente de um dia para o outro).

6 . Verta o creme na cuba da máquina de gelados e siga as instruções do fabricante.

7 . Coloque o gelado num recipiente largo e com uma colher espalhe a compota de figo e faça alguns movimentos, criando um efeito swirl.

8 . Leve o gelado ao congelador durante algumas horas para ganhar firmeza (este é um gelado bastante cremoso, pelo que ao retirar do congelador está pronto a servir).

Bolo de Cenoura e Coco com Cobertura de Creme de Coco


Cada vez mais preocupo-me com a minha alimentação e procuro um estilo de vida mais saudável. Não sei se isto é algo que vem com a idade, mas a verdade é que dou por mim a ler rótulos de produtos no supermercado, a escolher ingredientes de produção biológica em detrimento de outros, a frequentar mercados de rua, a comprar produtos directamente aos produtores e a excluir, sem excepção, tudo o que sejam produtos processados. Não sou extremista, não defendo nem sigo qualquer tipo de dieta, como um pouco de tudo, mas de forma equilibrada. Acredito que é no equilíbrio que está o segredo para sermos felizes, comer um pouco de tudo, mas sem exagerar. 

Obviamente que continuo a fazer bolos com manteiga. Esses serão sempre os melhores bolos. E também não excluí os açúcares da minha alimentação, apesar de controlar as quantidades que ingiro e de preferir açúcar amarelo, de coco ou mascavado em vez do granulado branco. Nada se compara ao prazer de comer um bolo feito em casa, preparado com amor e feito com ingredientes verdadeiros. A vida é muito curta e está cheia de momentos bons que merecem ser celebrados. Hoje posso exagerar e comer uma generosa fatia de bolo ou duas bolas de um gelado pecaminoso, mas amanhã compenso e só como sopa e salada. Eu adoro comer e são estas pequenas escolhas, a procura constante do tal equilíbrio,  que fazem a diferença e me deixam mais feliz.


Claro que uma ou outra vez, e ainda que seja Verão, existem aqueles desejos repentinos de ligar o forno a meio da semana para fazer um bolo. Quando isso acontece procuro por receitas mais leves e sempre que possível substituo alguns ingredientes por outros mais saudáveis. É o caso deste delicioso bolo de cenoura e coco, no qual usei farinha de centeio integral, em vez da farinha de trigo branca, substituí o açúcar branco por açúcar de coco, usei óleo de coco em vez de manteiga e substituí as natas de origem animal por natas vegetais de soja. A banana veio conferir-lhe uma textura mais húmida e o sabor quase não se nota. Finalizei o bolo com uma gulosa camada de chantilly de coco, preparado com creme de coco, adoçado com agáve e por isso mais saudável. É precisamente sobre esta última substituição que eu falo em mais um  artigo mensal que escrevi para o projecto Let´s Talk by Alegro, em colaboração com o site Alegro. Neste artigo, intitulado "Substituir as Natas por Natas Vegetais" falo das diferentes natas vegetais existentes no mercado e dou algumas dicas de qual a melhor opção na hora de as utilizar. Podem ler o artigo mais abaixo ou na íntegra, aqui


(artigo mensal escrito em colaboração com o site Alegro)

Substituir as Natas Por Natas Vegetais

Quer seja por intolerância à lactose, por alergia, porque seguimos uma alimentação vegan ou simplesmente porque optámos por um estilo de vida mais saudável, muitos de nós procuramos substituir as natas lácteas por uma alternativa vegetal, no momento de fazer uma determinada receita. Em pratos doces ou salgados, muitas são as receitas que contêm na sua lista de ingredientes as natas de origem animal, pois estas tornam os pratos mais cremosos e aveludados. Devido à sua composição rica em gordura, nomeadamente saturada, as natas de origem animal são muitas vezes olhadas com um "sentimento de culpa" e é frequente optarmos por substitui-las por opções light ou cremes de origem vegetal, as natas vegetais.

Que cremes de origem vegetal - natas vegetais - posso usar?
Os cremes vegetais, também conhecidos por natas vegetais, são uma boa alternativa às natas convencionais e podem ser utilizados em qualquer tipo de prato, desde smoothies, quiches, nas sobremesas ou até como substitutos do queijo, em pratos gratinados. Mas tenha cuidado: se procura um creme vegetal que seja realmente saudável e o menos processado possível, tem de ler bem os rótulos. Escolha uma marca de confiança, preferencialmente biológica e que garanta que os ingredientes utilizados são de qualidade, não transgénicos, que não exista excessos de açúcares ou sal adicionados, bem como intensificadores de sabor ou espessantes não saudáveis. De forma geral, convém fugir das natas vegetais preparadas com uma série de ingredientes que não sabemos o que são e que não conseguimos sequer pronunciar. 

Hoje em dia podemos encontrar uma vasta gama de opções 100% vegetais que servem de alternativa às natas lácteas. A alternativa mais comum são as natas vegetais à base de soja que, para além de não conterem lactose, são pobres em gorduras e podem ser usadas tanto em pratos salgados como em sobremesas. Existem outras opções (...)

(leiam o artigo completo aqui)


Bolo Integral de Centeio, Cenoura e Coco com Cobertura de Creme de Coco

Ingredientes:
| 100 g de farinha de centeio integral
| 30 g de flocos de aveia
| 1 c. (chá) de fermento em pó
| 1 c. (chá) de canela
| 1 pitada de sal
| 1 pitada de noz moscada
| 2 bananas maduras, mas firmes
| 100 g de açúcar de coco                  
| 1 ovo
| 40 ml de óleo de coco
| 1 c (chá) de pasta de baunilha
| 2 cenouras pequenas, raladas
| 60 g de coco ralado
| 50 g de nozes grosseiramente picadas
| 100 ml de natas de soja

{para o chantilly de coco}
| 150 g de creme de coco
| 1 c. (sopa) de xarope de agáve
| 1/2 c. (chá) de pasta de baunilha

Preparação:
1 . Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular.

2 . Misture a farinha peneirada com os flocos de aveia, o fermento, a canela, o sal e a noz moscada.

3 . À parte, esmague as bananas com um garfo até ficarem em puré. Junte o açúcar, o ovo, o óleo de coco e a pasta de baunilha e bata tudo com uma vara de arames até ficar homogéneo. Junte as cenouras raladas e o coco ralado e envolva.

4 . Alternadamente vá adicionando a mistura de farinha e as natas de soja ao preparado líquido e envolva bem com a espátula. Junte as nozes grosseiramente picadas e envolva.

5 . Verta a massa na forma reservada e leve ao forno durante 45-50 minutos. Faça o teste do palito antes de desenformar.

6 . Retire o bolo do forno e deixe arrefecer na forma durante 10 minutos. Desenforme e deixe arrefecer por completo.

7 . Prepare o chantilly de coco. Bata o creme de coco, que deve estar bem frio, juntamente com o agáve e a baunilha, até obter a consistência desejada.

8 . Decore o bolo com o chantilly de coco e nozes picadas.