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Focaccia Veneziana


Adoro livros de culinária e já vou perdendo a conta aos que tenho. Uns mais técnicos que outros, alguns com receitas que gostei muito de fazer, que vão sendo repetidas vezes sem conta e já fazem parte do quotidiano. Outros ainda que contêm as imagens mais lindas e inspiradoras de sempre, que nos levam a viajar no espaço até outros continentes e culturas, que nos mostram receitas com ingredientes nunca vistos, que fazem a nossa imaginação fervilhar levando-nos a entrar naqueles cenários, a adivinhar os cheiros e os sabores das receitas. A colecção não pára de aumentar e os livros vão-se espalhando pelas várias divisões da casa, convidando sempre a uma pequena leitura. São uma fonte de inspiração inesgotável e é nos dias de Inverno, quando o frio se faz sentir lá fora, que a disponibilidade para os ver uma e outra vez, aumenta. Sabe tão bem folhear um livro de culinária, numa tarde fria de domingo, enquanto ouvimos o crepitar da lenha da lareira ou nos enroscamos numa manta no sofá, enquanto saboreamos uma fatia de bolo acompanhada de uma chávena de chá. Isso, acrescentado ao prazer de podermos ligar o forno e reproduzir uma das receitas que nos serviu de inspiração, perfumando a casa com o delicioso cheiro de um bolo acabado de fazer, é das melhores coisas da vida. São estes pequenos prazeres, quase insignificantes, que transformam uma tarde fria e trazem calor e felicidade aos nossos corações.


Sem estar à espera, fui surpreendido pela querida Rosa, autora do Be Nice Make a Cake, com um livro de culinária, o "Veneza - Petiscos" da Tessa Kiros. Não é o meu primeiro livro desta autora e apesar de não ser recente é um livro que vem cheio de receitas deliciosas e pequenas histórias que nos levam a viajar pela linda cidade de Veneza, em Itália. Sou fã da gastronomia italiana e esta é uma das cidades que um dia adorava visitar. 

Curiosamente, a última receita do livro foi aquela que me despertou de imediato a atenção, uma focaccia doce. Mais do que o aspecto visual da receita, também o nome me deixou curioso. Quando falamos em focaccia estamos habituados a um pão achatado, feito com farinha, azeite e sal. Mas segundo Tessa, "Esta receita tem pouco em comum com o pão chamado foccaccia, sendo mais uma espécie de brioche-pandoro. Provei uma focaccia na pasticceria Puppa in Cannareggio e senti de imediato uma atracção irresistível, pelo que tentei encontrar uma receita de focaccia no velho livro de cozinha da minha cunhada A Tola co I Nostri Veci, de Mariù Salvatori de Zuliani (...)". Ou seja, esta focaccia é mais parecida com as tradicionais fogaças que existem em várias versões, espalhadas pelo país, do que propriamente com o típico pão focaccia italiano. Sendo eu fã de massas lêvedas e doces, não poderia deixar de ficar surpreendido com a leveza desta massa, resultado da sua levedação longa, que perfumada pelo aroma da raspa do limão, torna este pão doce excepcional. No fundo é como uma massa de brioche mas em bom, que sabe ainda melhor se saboreada com compota ou manteiga. Se puderem não deixem de experimentar esta receita, pois tenho a certeza que não irão sobrar migalhas para contar a história.


Focaccia Veneziana
(receita adaptada do livro "Veneza - Petiscos" de Tessa Kiros)

Ingredientes:
| 20 g de fermento fresco
| 250 ml de leite quente
| 125 g de açúcar (usei amarelo)
| 100 g de manteiga s/ sal, derretida e arrefecida 
| 3 gemas de ovo
| 400 g de farinha s/ fermento
| 1 pitada de sal
| raspas finas de 1 limão pequeno 

{para a cobertura}
| 80 g de açúcar
| 2 c. (sopa) de acúcar pérola

Notas:

  • Esta focaccia/brioche deverá ser preparada de véspera e fica a levedar durante a noite. 
  • A cobertura de xarope de açúcar poderá ser opcional. Eu optei por pincelar a focaccia com Mapple Syrup (também pode ser usado xarope de Agáve ou mel) e polvilhei com açúcar pérola.
  • A massa deverá ficar macia e bastante húmida. Não caia na tentação de adicionar mais farinha. Quando transferir a massa para a forma, aí sim, pode polvilhar ligeiramente a massa com farinha,  de forma a não pegar às mãos.
Preparação:
1 . Dissolva o fermento no leite e bata leve e rapidamente. Adicione o açúcar, a manteiga, as gemas de ovo, a farinha e o sal, misturando no final com as mãos ou com a batedeira, até obter uma massa macia. Tape com película aderente, depois com um pano e deixe repousar durante 12 horas num local quente, até levedar totalmente (eu aqueci o forno a 50ºC, desliguei e deixei a massa lá dentro durante a noite). Destape e misture de novo com as mãos, envolvendo as raspas de limão.

2 . Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de buraco com capacidade de 2,25 litros.

3 . Coloque a massa uniformemente na forma (poderá parecer-lhe que sobra muito espaço, mas a focaccia acabará por aumentar de tamanho) e deixe repousar num local quente durante mais 2 horas.

4 . Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque a forma no forno e deixe cozer durante cerca de 40 minutos, até o bolo ficar dourado na parte superior, cobrindo a forma com papel de alumínio durante os últimos 15 minutos. 

5 . Prepare o xarope de açúcar. Deite o açúcar num pequeno tacho com 3 c. (sopa) de água e mexa bem para que se dissolva. Deixe cozinhar em lume brando, sem mexer, durante 5-8 minutos, até se tornar um pouco mais espesso. Deixe arrefecer alguns minutos e depois espalhe com um pincel sobre a focaccia fria. Espalhe o açúcar pérola sobre a focaccia.

Pão de Banana, Aveia e Framboesa


Agosto está praticamente a chegar ao fim e muito sinceramente não vai deixar saudades. Este não foi um Agosto feliz. Gosto de saborear o Verão devagar, de aproveitar pausadamente todos os momentos, de coleccionar memórias felizes. Mas os últimos dias foram tudo menos isso. Daí a minha ausência, quer do blog quer das redes sociais. Existe toda uma vida real que se sobrepõe ao blog, existem acontecimentos que nos afectam e ocupam a cabeça, varrendo qualquer inspiração ou a vontade de andar enfiado entre tachos, fogões e panelas.

O mês começou com obras cá em casa. Durante praticamente duas semanas o caos instalou-se entre pinturas, desarrumações, objectos espalhados pela casa e pó, muito pó. Entre o trabalho e a azáfama das obras recebo um telefonema da minha irmã a informar que o meu pai tinha caído e acabava de ser internado. O diagnóstico era grave, uma fractura na bacia e uma perna partida que exigiam uma operação urgente. Cheguei mesmo a temer o pior, pois não obstante o facto de ele já ter 74 anos de idade, ainda padece de artrite reumatóide crónica, uma doença que o está a afectar fisicamente e que cada vez o deixa com mais limitações, dependendo de terceiros para desempenhar algumas tarefas. Os dias seguintes foram passados entre telefonemas, algumas viagens à Figueira da Foz, onde ele ainda se encontra internado e muitas preocupações. Entre exames, alguns casos mais urgentes que passaram à frente dele e desculpas com falta de médicos, ele esteve sete dias em sofrimento, à espera de ser operado. Sei que ele se faz mais forte do que é na realidade e sei que não gosta de partilhar a sua dor. Mas ela esteve lá a atormentar-lo e sei que para ele é um inferno estar hospitalizado e longe das suas coisas.


Felizmente a operação correu bem. Neste momento está a recuperar e segundo os médicos e evolução está a ser favorável. Sei que não se avizinham meses fáceis para ele e a recuperação vai ser muito lenta e difícil. Mas também sei que ele tem muita força de vontade e vai querer voltar à sua vida normal o mais rapidamente possível. Quem o conhece sabe que não é pessoa de ficar parado, algo que abona a seu favor. Em breve ele vai ter alta e vai voltar para casa mas agora o meu receio prende-se com o facto de ele vir a ficar preguiçoso, passando muitas horas na cama. Com a doença que ele tem, o problema poderá agravar-se e ele poderá acabar por ficar acamado, necessitando de cuidados especiais. Agora só o tempo dirá, mas eu quero acreditar que ele vai recuperar bem.

Com todas estas preocupações, de repente olho para o calendário e vejo que o Verão está a passar rápido de mais. No meio de tudo isto ainda tive tempo para dar um pulo a Porto Covo, abraçar os meus sobrinhos que vieram de férias. Ainda tive tempo para matar saudades dos manos e dos sobrinhos, mas mais tempo houvesse. E ainda tive tempo para receber os amigos em casa, algo que me faz sempre feliz. Gostaria de ter vivido mais momentos destes, de partilha, de troca de afectos, de ter aproveitado mais o Verão, mas a vida é mesmo assim.


Agora é chegado o momento de fazer as malas e ir de férias. Deixar para trás o peso destes dias menos bons e rumar ao meu querido sul que sempre me recebe tão bem. Finalmente Setembro está a chegar e eu esperei tanto por estes dias. Anseio por desligar-me da rotina diária, esquecer todas as obrigações e finalmente viver o meu Verão, sem horários, sem pressas, sem objectivos. Aproveitar apenas todos os momentos, colecionar memórias boas e voltar aos sítios que me fazem sempre feliz. Não vou sem antes partilhar com vocês mais uma receita que me conquistou e que voltarei a repetir vezes sem conta. Estou cada vez mais fã destes pães doces com banana que tanto podem ser apreciados e degustados ao pequeno almoço ou ao lanche. A textura que a banana confere à massa é maravilhosa, resultando sempre num pão ou bolo fofo e macio. A receita tem ainda a vantagem de poderem substituir as farinhas por outras do vosso gosto, sejam elas integrais ou não. E em vez de framboesas que tal usarem as amoras que estão agora no seu auge de sabor?! Sejam felizes, cuidem de quem mais gostam e quanto a mim, estarei pelo Instagram com algumas partilhas e a promessa de voltar em breve. Até já!


Pão de Banana, Aveia e Framboesa
(receita adaptada da Chef Lorraine Pascale)

Ingredientes:
| 50 g de manteiga
| 50 g de açúcar amarelo
| 2 ovos, tamanho M
| 100 g de farinha de trigo integral
| 125 g de farinha de trigo s/ fermento
| 2 c. (chá) de fermento em pó
| 2 bananas maduras
| 125 g de framboesas
| flocos de aveia

Preparação:
1 . Pré-aqueça o forno a 180ºC e forre com papel vegetal uma forma rectangular com cerca de 22cm X 10cm.

2 . Numa taça larga bata a manteiga juntamente com o açúcar. Adicione os ovos, um de cada vez, batendo bem entre cada adição. 

3 . Junte as farinhas e o fermento e envolva sem bater demasiado. Com um garfo esmague as bananas e adicione ao preparado anterior, envolvendo com uma espátula.

4 . Por fim junte as framboesas e envolva delicadamente, por forma a que não se esmaguem.

5 . Verta a massa para a forma, alise a superfície com uma espátula e polvilhe generosamente com flocos de aveia.

6 . Leve ao forno pré-aquecido durante 50-55 minutos. Faça o teste do palito antes de retirar o pão do forno (deixe o pão arrefecer dentro da forma durante alguns minutos antes de desenformar e só depois desenforme e deixe arrefecer sobre uma grelha).

Pão de Banana, Nozes e Sementes


Acordar a um domingo de manhã em Janeiro, ouvir a chuva a cair lá fora e saber que se tem um dia inteiro pela frente sem nada para fazer é maravilhoso! Adivinha-se um dia de muita preguiça, bons livros, sofá e uma mantinha. As temperaturas baixas que se fazem sentir convidam a ligar o forno, a preparar uma receita daquelas que deixam toda a casa perfumada. Enquanto se bebe o primeiro café do dia, coloca-se uma música ambiente e folheia-se um livro. E depois uma revista. E a seguir outro livro. Pesquisamos uma receita que seja simples, que conforte a alma, que possamos trazer para a mesa na hora do lanche e que acompanhe uma chávena de chá. Uma receita doce que possa ser degustada com um sorriso nos lábios. Terá de ser um bolo. Ou um pão doce, daqueles bem nutritivos que pedem apenas uma ligeira camada de compota ou manteiga. 

O sol de inverno espreita lá fora, meio envergonhado por entre uma e outra nuvem, a querer trazer alguma luz e conforto ao dia. Acaba por se esconder definitivamente dando lugar à chuva fria. Afinal é inverno, ainda falta tanto para a estação quente que o melhor é aproveitar o dia inteiro que se tem pela frente. A receita já está escolhida, o forno ligado e os ingredientes esperam o momento de serem transformados em algo bom!


Quatro bananas maduras na fruteira são o ponto de partida para a escolha desta receita. Nunca é demais um pão ou um bolo de banana. Adoro a textura meio húmida que esta fruta tem o poder de conferir. E a verdade é que quando combinada com outros sabores e ingredientes, a banana pode mesmo surpreender. Este bolo não me desiludiu e muito menos este Pão de Banana e Chocolate e menos ainda este, numa versão mais saudável. A receita que partilho e que encontrei no Nommable, um blog que descobri recentemente, é um pão doce, quase bolo. Enriquecido pela mistura de sementes e pela textura e sabor delicioso das nozes, este pão é perfeito para aqueles dias em que apetece comer algo mais doce ao pequeno almoço ou para acompanhar um chá durante o lanche num dia frio e cinzento de inverno. Uma receita para repetir e ligar o forno muitas vezes.


Pão de Banana, Nozes e Sementes
(receita adaptada do blog Nommable)

Ingredientes:
| 150 g de farinha s/ fermento
| 100 g de farinha integral
| 2 c. (sopa) de sementes de girassol
| 2 c. (sopa) de sementes de abóbora
| 2 c. (sopa) de linhaça moída
| 1 c. (sopa) de sementes de papoila
| 1 c. (sopa) de sementes de sésamo branco
| 1 c. (sopa) de sementes de sésamo preto
| 100 g de nozes picadas grosseiramente
| 1 c. (chá de bicarbonato de sódio
| 1 c. (chá) de fermento em pó
| 1 c. (chá) de sal
| 100 g de manteiga derretida
| 65 g de açúcar mascavado
| 50 g de açúcar amarelo
| 2 ovos
| 2 c. (chá) de extrato de baunilha
| 4 bananas maduras e em puré

{para o topping}
| sementes de sésamo branco 
| sementes de sésamo preto 
| sementes de girassol 
| sementes de abóbora 

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular e reserve.
Numa taça misture a farinha peneirada, as sementes de girassol, as sementes de abóbora, a linhaça moída, as sementes de papoila, as sementes de sésamo preto e sésamo branco, as nozes grosseiramente picadas, o bicarbonato de sódio, o fermento e o sal. Reserve.
Noutra taça bata a manteiga com os açúcares durante alguns minutos até estarem bem ligados.
Adicione os ovos e o extrato de baunilha e bata mais um pouco para misturar.
Com um garfo esmague as bananas reduzindo-as a puré e adicione-as ao preparado anterior.
Aos poucos, vá adicionando a mistura de farinha e sementes e envolva com uma espátula em movimentos circulares até que todos os ingredientes estejam bem misturados
Despeje a massa na forma reservada, alise a superfície com uma espátula e polvilhe a gosto com sementes de sésamo preto e branco, sementes de girassol e sementes de abóbora.
Leve ao forno cerca de 1 hora. Faça o teste do palito antes de remover do forno.
Ao fim de 30-35 minutos no forno o topo do pão irá começar a dourar. Tape com uma folha de papel de alumínio para que as sementes não torrem.
Retire o pão do forno e deixe arrefecer na forma durante 10 minutos.
Desenforme e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha.
O pão poderá ser conservado à temperatura ambiente durante 3 a 5 dias, desde que devidamente embrulhado em papel de alumínio ou película aderente.

Pão de Banana e Chocolate com Pepitas de Cacau


Há combinações de ingredientes perfeitas. E depois há aquelas que são mais que perfeitas, que nos levam a repetir determinada receita vezes sem conta. Tantas vezes que às tantas até já sabemos a receita de cor e quase a podíamos fazer de olhos vendados. Ingredientes que casam na perfeição, que encaixam os seus sabores e se deixam embalar numa alquimia contagiante como um casal apaixonado. Uma dessas combinações que resulta sempre em sabor é a banana e o chocolate.  Adoro o sabor intenso e achocolatado derivado da junção destes dois ingredientes. Durante anos desdenhei do uso da banana em pães e bolos, até ao dia em que experimentei uns muffins de banana que quase não conseguia parar de comer. Ficaram com uma textura fofa e húmida como nunca tinha provado antes e o sabor era algo de viciante. Mais tarde experimentei estes Quadrados de Banana com Crumble de Aveia e Avelã, receita que também viria a repetir. Muitas vezes! Também experimentei esta receita e esta e ainda existem outras tantas por experimentar. Porque realmente gosto mesmo da textura leve e fofa que a banana confere à massa de um bolo ou pão. 


Quando vi esta receita no Pastry Affair logo a registei para fazer. Não só me conquistou pelo seu aspecto visual como pela combinação de ingredientes. Não é a primeira vez que a faço, no entanto é chegada a hora de ser partilhada aqui no blog, pois já faz parte das minhas receitas preferidas. Podemos chamar-lhe de pão doce de chocolate e banana, mas para mim talvez seja mais um bolo de chocolate e banana que não é tão doce devido ao sabor intenso do cacau. Adoro chocolate e quanto maior for a percentagem de cacau naquele ingrediente melhor. E aqui usei cacau cru em pó e também as pepitas são de cacau, pelo que este pão ou bolo é bem "choculatudo" e perfeito para os amantes do chocolate. Quantas vezes não apetece um docinho a meio da semana?! Esta é a receita perfeita para satisfazer a gula e partilhar com alguém enquanto se trocam dois dedos de conversa. E se sobrar bolo, no dia seguinte ao pequeno almoço esta será com certeza uma boa escolha.


Pão de Banana e Chocolate com Pepitas de Cacau
(receita adaptada do blog Pastry Affair)

Ingredientes:
| 4 bananas médias
| 110 g de manteiga
| 150 g de açúcar amarelo
| 2 ovos L
| 1 c. (chá) de extrato de baunilha
| 125 g de farinha de trigo s/ fermento
| 60 g de farinha de trigo integral
| 45 g de cacau em pó
| 1 c. (chá) de bicarbonato de sódio
| 1 c. (chá) de fermento em pó
| 1 pitada de sal
| 1dl de leite
| 60 g de pepitas de cacau 

Preparação Tradicional:
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar ligeiramente com manteiga uma forma retangular. Forrar a forma com papel vegetal e reservar.
Coloque 3 bananas (reserve a banana restante) em pedaços numa taça e com um garfo, esmague-as, reduzindo-as a puré. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado e fofo. Sem deixar de bater, adicione os ovos, um de cada vez e misture bem. Adicione o extrato de baunilha e o puré de banana e bata.
Junte as farinhas, o cacau em pó, o bicarbonato, o fermento e o sal e envolva até que todos os ingredientes se encontrem bem ligados.
Por último, junte o leite e as pepitas de cacau e envolva com uma espátula até a massa ficar homogénea.
Transfira a massa para a forma. Corte no sentido longitudinal a banana restante obtendo duas metades e disponha-as sobre a massa.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 55-60 minutos. Faça o teste do palito antes de retirar do forno.
Deixe o pão arrefecer dentro da forma por 10 minutos, depois desenforme e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha.

Preparação Thermomix - Bimby:
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar ligeiramente com manteiga uma forma retangular. Forrar a forma com papel vegetal e reservar.
Coloque no copo 3 bananas (reserve a banana restante) em pedaços e programe (10seg/vel5). Reserve.
Coloque no copo a manteiga, o açúcar e programe (2min/37ºC/vel3).
Adicione os ovos, o extrato de baunilha, o puré de banana, o leite e programe (30seg/vel4).
Junte as farinhas, o cacau em pó, o bicarbonato, o fermento, o sal e programe (10seg/vel4).
Por último junte as pepitas de cacau e envolva bem com a espátula.
Transfira a massa para a forma. Corte no sentido longitudinal a banana restante obtendo duas metades e disponha-as sobre a massa.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 55-60 minutos. Faça o teste do palito antes de retirar do forno.
Deixe o pão arrefecer dentro da forma por 10 minutos, depois desenforme e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha.

Brioche de Mirtilos


Adoro meter as mãos na massa. Literalmente. As receitas que mais prazer me dão fazer, aquelas em que sujamos as mãos, espalhamos farinha por todo o lado e sentimos a textura dos ingredientes. A leveza da farinha que aos poucos se deixa abraçar pelos ovos e pelo açúcar, o cheiro da manteiga que nos deixa ansiosos pelo resultado final, por querer provar uma fatia daquele pão ou bolo ainda quente. O próprio amassar dos ingredientes, a magia de ver crescer uma massa linda e fofa que no final fará as delícias de todos. São estas receitas que mais gosto de fazer, ter de trabalhar a massa, sem pressas, dedicando muito amor, alguma paciência, fazendo daquela uma receita perfeita e saborosa. Ao mesmo tempo deixo-me embalar pelas gotas da chuva que cai lá fora enquanto aprecio o perfume que se vai espalhando na minha cozinha. Enquanto a massa leveda, folheio um livro de culinária, contemplo as suas lindas imagens e viajo para outros continentes, outras culturas, através da descrição de uma receita que leio e na qual descubro um ou outro ingrediente novo que vou querer comprar ou uma nova técnica que vou querer experimentar. Tiro algumas notas, marco algumas receitas que quero experimentar e espero pacientemente o momento de meter o bolo no forno. Aqui a tensão aumenta pois fico sempre na expectativa se o resultado final da receita ficará ou não como idealizei inicialmente. Depois é ver a magia acontecer, o bolo que cresce no forno o perfume que se intensifica despertando os meus sentidos e finalmente a hora de provar e constatar que as expectativas foram superadas.


Há livros de culinária que nos conquistam pelo seu autor, porque já conhecemos e seguimos o seu trabalho e sabemos à partida que aquele livro tem tudo para nos agradar. Outros há que nos conquistam pelo nome ou pela capa. Foi assim que adquiri o Huckleberry da autoria de Zoe Nathan. Um livro que tenho há algum tempo e que me conquistou pela fotografia de capa. Apenas conhecia Zoe pelo Instagram, sabia que ela era proprietária de uma padaria e café em Santa Monica, Los Angeles, com o mesmo nome do livro. O livro é um pouco o reflexo das receitas que Zoe vai desenvolvendo para vender na sua padaria e que partilha nas redes sociais e, acreditem, cada uma mais apetecível que a outra. Desde bolos, bolinhos, bolachas, muffins, biscoitos, panquecas, pão ou sanduiches, toda uma série de receitas que nos levam a querer passar mais tempo na cozinha e a querer ligar o forno. Este Brioche de Mirtilos, que Zoe escolheu para ilustrar a capa do livro, foi a primeira receita a ser marcada e acreditem é mesmo uma delícia. Uma massa fofa, leve e pouco doce, que se deixa envolver nos mirtilos formando um casamento perfeito e que nos apresenta uma crosta açucarada fazendo com que não fiquemos apenas pela primeira fatia. Se quiser elevar este brioche a outro nível, experimente juntar aos mirtilos algumas amêndoas laminadas. Este é um pão perfeito para ser servido num lanche ou pequeno almoço, acompanhado de uma manteiga ou compota e que pode ser conservado durante três dias. Ou não. Tudo irá depender da forma como resistirá ao seu sabor  e textura ou arriscar-se-á a vê-lo desaparecer em menos de três horas.


Brioche de Mirtilos
(receita adaptada do livro Huckleberry de Zoe Nathan)

Ingredientes:
| 225 g de mirtilos frescos *
| 2 c. (sopa) de leite
| 1 saqueta de fermento seco
| 550g de farinha de trigo
| 80 g de açúcar granulado
| 1 pitada de sal fino
| 3 ovos + 1 gema
| 140 g de manteiga s/ sal

| 1 gema de ovo
| 1 c. (sopa) de leite
| açúcar granulado q.b. p/ polvilhar

*Nota: Poderá usar mirtilos congelados, no entanto convém que escorra bem o liquido proveniente da descongelação.

Método Tradicional:
Dilua a fermento no leite ligeiramente aquecido.
Coloque a farinha numa taça larga, faça um buraco no centro e junte aí a mistura de leite e fermento.
Comece a amassar com as mãos e adicione 2/3 do açúcar, 1 pitada de sal, os ovos e a gema. Amasse bem com as mãos até obter uma mistura areada e os ingredientes começarem a ligar.
Adicione a manteiga em pedaços e amasse bem durante alguns minutos até obter uma massa homogénea, moldável e que despegue dos dedos (se achar necessário, acrescente mais 1 ou 2 c. (sopa) de farinha ou leite, conforme a massa estiver mais húmida ou mais seca).
Forme uma bola com a massa e deixe repousar alguns minutos.
Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e estenda-a com o rolo, formando um rectângulo com cerca de 40cm x 25cm (o tamanho dependerá da forma rectangular que irá usar, correspondendo o tamanho mais curto (25cm) ao comprimento da forma).
Distribua os mirtilos sobre a massa, pressionando-os ligeiramente e polvilhe com o restante açúcar.
Enrole a massa a partir da extremidade mais curta, formando um rolo.
Coloque a massa enrolada numa forma rectangular previamente untada com manteiga e deixe levedar durante 2 horas ou até que a massa dobre de volume, num local seco e sem correntes de ar.
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Bata a gema de ovo com o leite e pincele com esta mistura a superfície do brioche.
Polvilhe generosamente com açúcar granulado.
Leve ao forno durante 40 a 45 minutos. Terminado o tempo, deixe arrefecer na forma por 15 minutos e depois desenforme.

Método Thermomix - Bimby:
Coloque no copo o leite e o fermento e programe (1min/37ºC/vel1).
Junte a farinha, 2/3 do açúcar, 1 pitada de sal, os ovos e a gema e programe (10seg/vel6).
Adicione a manteiga em pedaços e programe (3min/velEspiga) (se achar necessário, acrescente mais 1 ou 2 c. (sopa) de farinha ou leite, conforme a massa estiver mais húmida ou mais seca).
Forme uma bola com a massa e deixe repousar alguns minutos.
Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e estenda-a com o rolo, formando um rectângulo com cerca de 40cm x 25cm (o tamanho dependerá da forma rectangular que irá usar, correspondendo o tamanho mais curto (25cm) ao comprimento da forma).
Distribua os mirtilos sobre a massa, pressionando-os ligeiramente e polvilhe com o restante açúcar.
Enrole a massa a partir da extremidade mais curta, formando um rolo.
Coloque a massa enrolada numa forma rectangular previamente untada com manteiga e deixe levedar durante 2 horas ou até que a massa dobre de volume, num local seco e sem correntes de ar.
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Bata a gema de ovo com o leite e pincele com esta mistura a superfície do brioche.
Polvilhe generosamente com açúcar granulado.
Leve ao forno durante 40 a 45 minutos. Terminado o tempo, deixe arrefecer na forma por 15 minutos e depois desenforme.