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Tronco de Natal


O Natal é para mim um misto de sentimentos e um turbilhão de emoções. Se por um lado fico feliz com toda a envolvência desta quadra e por estar perto de quem mais gosto, por outro lado sinto-me nostálgico e triste, pois sinto a falta de quem já não está. Tenho saudades do Natal da minha infância, do cheiro da canela e do açúcar e dos sonhos acabados de fritar. Das broas de abóbora e batata doce com frutos secos, cozidas no forno de lenha e até das couves e do bacalhau que não dispensavam o azeite novo. A mesa era farta e não podia sequer faltar o bolo rei. A família toda reunida à volta da mesa e nunca faltava animação. Eu ansiava sempre pela manhã do dia de Natal. Mal acordava, ainda de pijama, corria para a chaminé da lareira aberta para saber o que o menino Jesus me tinha deixado no sapatinho - sim, ainda sou desse tempo, em que não havia Pai Natal, mas sim menino Jesus, em que não sonhávamos com a PlayStation nem sequer com um telemóvel novo e em que colocávamos o nosso sapato debaixo da chaminé. Quanto muito, o maior sonho passava por receber uma bicicleta ou um relógio. Mas ano após ano, o ritual repetia-se, os meus olhos brilhavam sempre e eu não conseguia disfarçar o sorriso quando recebia um pai natal de chocolate. Algo simples mas que me deixava imensamente feliz.


Hoje a mesa continua farta, estão lá o arroz doce, os sonhos e as rabanadas, mas ainda assim  está incompleta. O tempo ajuda a curar as feridas e a atenuar as saudades, mas a verdade é que o Natal nunca mais foi o mesmo de há uns anos para cá. Claro que gosto de ver a família reunida à volta da mesa, claro que gosto de estar junto dos meus, mas existe sempre o sentimento de perda e ausência. Sou apologista que devemos celebrar a vida sempre e em todas as ocasiões, até nos pequenos momentos. Por isso o melhor a fazer é entrar no espírito, abraçar as minhas pessoas queridas e agradecer por todas as boas oportunidades que a vida me tem dado. 

Em colaboração com a Nacional, preparei um Tronco de Natal, uma sugestão irresistível para as nossas mesas de Natal. Esta é uma alternativa aos tradicionais bolo rei e bolo rainha. Usei a Farinha para Bolos Nacional, agora mais branca e mais fina e preparada com trigos e fermentos seleccionados. Esta farinha é uma grande ajuda quando queremos que os bolos fiquem mais altos e fofos. Recheei com um delicioso creme de chocolate e manteiga e servi com fios de ovos. Agora sim, estão escolhidas as sobremesas que irão tornar este Natal mais docinho. A todos vocês que por aqui passam, os meus sinceros votos de um Feliz Natal!






Tronco de Natal

Ingredientes:
{para a massa}
| 200 g de açúcar
| 7 ovos
| 1 pitada de sal
| 1 c. (chá) de extracto de baunilha                          
{para o recheio e cobertura}
| 250 g de manteiga à temp. ambiente
| 200 g de açúcar em pó
| 2 c. (sopa) de cacau puro
| 200g de chocolate negro para culinária 

1 . Pré-aqueça o forno o 180ºC. Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal e unte o papel com manteiga.

2 . Bata os ovos com o açúcar e a baunilha durante 6-7 minutos, até ter triplicado de volume e obter um creme fofo. Adicione o sal, a farinha peneirada e envolva com uma espátula até a massa ficar homogénea. Verta a massa no tabuleiro e leve o bolo ao forno cerca de 15 minutos.

3 . Retire o bolo do forno e desenforme sobre um pano húmido polvilhado com açúcar. Enrole, formando uma torta, partindo da extremidade mais estreita. Deixe o bolo arrefecer completamente, enrolado no pano.

4 . Pique grosseiramente 100 g de chocolate negro e leve a derreter em banho-maria ou no microondas em intervalos de 30 segundos. Verta o chocolate sobre uma folha de papel vegetal, espalhando bem com uma espátula e formando uma camada bem fina. Reserve e deixe solidificar (caso pretenda acelerar o processo, coloque no frigorifico).

5 . Derreta os restantes 100 g de chocolate negro e deixe arrefecer um pouco. Bata a manteiga juntamente com o açúcar em pó e adicione o chocolate derretido. Bata durante alguns minutos até obter um creme bem fofo.

6 . Desenrole a torta e recheie com uma parte do creme de chocolate. Volte a enrolar, apare as extremidades e corte na diagonal uma das pontas. Coloque de lado, formando um tronco e barre com o restante creme.

7 . Parta o chocolate reservado em lascas e decore o tronco a gosto com as lascas de chocolate e cacau em pó.






Easter Bundt Cake | Bundt Cake Ninho de Páscoa


O que eu mais gosto na Páscoa são mesmo os folares! É impressionante a forma como um simples folar me leva a viajar até à infância. Basta sentir aquele cheiro da erva doce e o aroma da raspa de limão para em segundos ser transportado para a cozinha da minha mãe onde, por esta altura, eram confeccionados imensos folares. Era uma tradição que começava a ser preparada na véspera da sexta feira santa. Os ovos eram os primeiros a ser preparados, cozidos em água e sal, com casca de cebola para lhes dar uma tonalidade mais escura. E depois preparavam-se as massas que ficavam horas a levedar até finalmente chegar o momento de moldar os folares. De vários tamanhos, todos eles levavam um ovo no centro que era coberto com uma massa mais pesada e em forma de cruz. Depois eram pincelados com ovo batido e ficavam novamente a repousar enquanto se preparava o forno de lenha. Chegado o momento de levar os folares ao forno, eu ficava impaciente até que eles saíssem e não descansava enquanto não provava uma fatia partida grosseiramente. Era um delírio poder comer assim os folares ainda mornos e a fumegar. Enquanto os primeiros arrefeciam, preparava-se uma nova a fornada e no final o calor do forno era sempre aproveitado para assar umas batatinhas novas, as primeiras do ano e também o cabrito.


Eram tempos felizes aqueles. Hoje a tradição já não é o que era, nem os folares têm o mesmo sabor. E ainda que eu tente reproduzi-los, eles nunca serão iguais aos que a minha mãe fazia. Opto por reinventar e experimentar outros folares como este de azeite e massapão ou este de chocolate. Mas para além dos folares na minha mesa de Páscoa tem de haver sempre uma sobremesa diferente, que fuja um pouco ao mais tradicional. Esta Pavlova será sempre uma boa opção mas este ano optei por trazer o chocolate que adoro para a festa e fiz este delicioso bundt que encontrei no Ponto de Rebuçado, o blog da minha querida amiga Maria João e que ela anuncia ser o melhor bundt de chocolate. Não tenho qualquer dúvida que seja, pois o seu sabor intenso a cacau e a textura densa que se desfaz na boca torna-o quase pecaminoso. Vesti-o a rigor para a quadra, cobrindo-o totalmente com uma fina camada de chocolate ao qual juntei os fios de ovos e as amêndoas e optei por usar a minha linda forma Elegant Party da Nordic Ware que adquiri na Lecuine, tornando-o ainda mais irresistível. E com esta sugestão  gulosa desejo a todos vocês uma Páscoa muito Feliz!


Easter Bundt Cake | Bundt Cake Ninho de Páscoa

Ingredientes:
| 350 g de farinha s/ fermento
| 1 pitada de sal
| 1 1/2 c. (chá) de fermento em pó
| 250 g de manteiga 
| 370 g de açúcar amarelo
| 1 c. (chá) de extrato de baunilha
| 4 ovos
| 150 ml de água a ferver
| 60 g de cacau em pó
| 250 g de crème fraîche (ou leitelho)

[para a cobertura]
| 100 g de chocolate negro c/ 70% de cacau
| 150 ml de natas
| 1 c. (chá) de óleo de coco
| fios de ovos
| amêndoas laminadas 
| amêndoas de chocolate

Preparação:
1 - Pré-aqueça o forno a 180ºC.  Unte uma forma de bundt com manteiga e polvilhe com farinha ou, em alternativa, unte apenas com spray anti- aderente.

2 - Numa taça misture a farinha peneirada, o sal, o fermento e reserve.

3 - Bata a manteiga juntamente com o açúcar até obter um creme esbranquiçado e fofo. Junte o extrato de baunilha e sem deixar de bater, adicione os ovos, um de cada vez.

4 - Ferva a água e dissolva nela o cacau em pó, mexendo bem com uma vara de arames para remover todos os grumos. Reserve.

5 - Junte 1/3 da mistura de farinha ao creme de manteiga e envolva com uma espátula. Adicione metade do crème fraîche e envolva, novamente a farinha, o restante crème fraîche e termine com a farinha. 

6 - Junte finalmente o cacau e envolva bem até todos os ingredientes estarem bem ligados.

7 - Verta a massa na forma reservada e leve ao forno durante cerca de 45 minutos. Faça o teste do palito antes de retirar o bolo do forno.

8 - Retire o bolo do forno e deixe arrefecer dentro da forma por cerca de 10 minutos. Desenforme sobre uma grelha e deixe arrefecer totalmente.

9 - Pique grosseiramente o chocolate e coloque numa taça. Leve as natas ao lume e aqueça, sem deixar ferver. Verta as natas sobre o chocolate, deixe repousar um pouco e depois envolva com uma vara de arames.

10 - Junte o óleo de coco e mexa até obter um creme fluido e brilhante. Verta o creme sobre o bolo, cobrindo toda a superfície.

11 - Leve o bolo ao frio até o chocolate solidificar e por fim decore a gosto com fios de ovos, amêndoas laminadas e amêndoas de chocolate.

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Pavlova Ninhos de Páscoa


Quem não se recorda do cheirinho dos bolos acabados de fazer nas cozinhas das nossas mães?! Ou daquele caramelo especial que só a nossa avó fazia na perfeição?! São aqueles sabores únicos e os cheiros tão característicos que nos fazem viajar no tempo e reviver as memórias da nossa infância. Pelo menos comigo funciona assim. Basta por vezes experimentar um determinado cheiro ou sabor e em segundos viajo até à cozinha da minha mãe. E nesta altura, quando a Páscoa se aproximava a passos largos, a azáfama na cozinha era muita e viviam-se por ali momentos muitos felizes. Amassavam-se os folares à mão, sem pressas e com dedicação. Pois tinham de sair perfeitos! A mais fina e branca farinha comprada no moleiro dias antes, o melhor azeite sempre caseiro, o fermento de padeiro que era adquirido ao próprio e umas raspas de limão para aromatizar. Conseguem imaginar o cheirinho bom?! O forno a lenha era aquecido horas antes, até ficar branquinho por dentro, sinal de que estava pronto para receber as massas levedas que minutos antes eu ajudara a pincelar com ovo ligeiramente batido. O meu momento preferido era o de colocar o ovo cozido no centro do folar. Como qualquer criança, achava aquele momento muito divertido. Em menos de uma hora, a minha mãe já pegava na pá e com ela retirava os lindos folares, alguns bem rachados, como se estivessem a sorrir por terem ganho vida. Eu não resistia a prová-los ainda quentes, untados de manteiga ou compota.


Mas não só os cheiros e os sabores me levam a viajar no tempo. Também as imagens e os objectos. Quando recebi da Maizena uma caixinha linda em lata, de cor amarela, logo me lembrei daquele ingrediente que sempre me acompanhou a vida inteira. Sempre me lembro de haver uma caixa de cartão amarela no armário que guardava dentro amido de milho Maizena. Era como um segredo que era bem guardado e usado apenas naqueles momentos especiais, que enriquecia aquele bolo de domingo à tarde ou engrossava aquele molho delicioso tornando-o mais delicado. Um produto cem por cento natural que existe na maioria das cozinhas portuguesas há mais de 110 anos e que foi concebido para satisfazer os paladares mais exigentes. Desde os bolos e bolinhos, cremes ou recheios, sopas ou sobremesas, o amido de milho Maizena é usado em inúmeras receitas tornando-as sempre mais apetitosas e conferindo-lhes uma textura e consistência únicas.

Quem nunca recorreu a uma colher de amido de milho numa situação de "emergência" na cozinha para engrossar aquele creme ou aquele molho especial?! Ou mesmo para aveludar uma sopa, o amido de milho pode ser usado de forma simples e descomplicada, sendo ainda de uma enorme leveza, pois não contém glúten. Para além disso, e segundo os nutricionistas, este é um produto de fácil digestão e por isso recomendado em certos regimes alimentares, sendo ainda rico em fósforo, cálcio e ferro. Com todas estas qualidades, este é o ingrediente perfeito para esta pavlova em forma de ninhos de Páscoa que a ajudou a ficar bem mais firme e consistente. Uma pavlova diferente que podem perfeitamente apresentar na vossa mesa de Páscoa e que, não tenho dúvidas, será devorada com prazer por miúdos e graúdos.


Pavlova Ninhos de Páscoa
Ingredientes:
| 6 claras de ovo (aprox. 240 g)
| 250 g de açúcar granulado
| 1 c. (chá) de vinagre de vinho
| 2 c. (chá) bem cheias de amido de milho (usei Maizena)
| 1 pitada de sal
| iogurte grego natural q.b. (opcional)
| fios de ovos
| amêndoas de chocolate q.b.

Preparação Tradicional:
Pré- aqueça o forno a 120ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e no centro desenhe um círculo com cerca de 20 cm.
Bata as claras juntamente com uma pitada de sal até começarem a formar picos.
Adicione o açúcar de forma gradual e bata durante alguns minutos até obter um merengue bem firme e brilhante.
O merengue estará no ponto quando esfregar um pouco entre os dedos e já não sentir os grãos de açúcar.
Adicione o vinagre e o amido de milho e bata mais um pouco para envolver.
Coloque uma ponta em forma de estrela num saco de pasteleiro e encha este com o merengue. Vá formando pequenos ninhos de merengue usando como referência o círculo desenhado, até formar uma coroa com ninhos de merengue.
Leve ao forno durante 2 horas.
Terminado o tempo, deixe a pavlova arrefecer dentro do forno durante pelo menos 1 hora.
Retire do forno e coloque em cada ninho 1 colher de sobremesa de iogurte grego natural. Sobre o iogurte coloque fios de ovos a gosto e decore com amêndoas de chocolate.

Preparação Thermomix - Bimby:
Pré- aqueça o forno a 120ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e no centro desenhe um círculo com cerca de 20 cm.
Coloque a borboleta no copo que deve estar limpo e seco. Junte as claras e programe (6min/vel3,5). Nos últimos 2 minutos, adicione de forma gradual o açúcar.
Junte o vinagre e o amido de milho e programe (30seg/vel3,5).
Coloque uma ponta em forma de estrela num saco de pasteleiro e encha este com o merengue. Vá formando pequenos ninhos de merengue usando como referência o círculo desenhado, até formar uma coroa de merengue.
Leve ao forno durante 2 horas.
Terminado o tempo, deixe a pavlova arrefecer dentro do forno durante pelo menos 1 hora.
Retire do forno e coloque em cada ninho 1 colher de sobremesa de iogurte grego natural. Sobre o iogurte coloque fios de ovos a gosto e decore com amêndoas de chocolate.