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Canja de Bacalhau


Para estes dias mais frios apetecem as sopas, quentes e reconfortantes. Umas mais simples, outras mais elaboradas mas todas cheias de sabor. Nada sabe melhor, na hora de alimentar o estômago, do que saborear uma boa taça de sopa acabada de cozinhar. Puro conforto para a alma, não concordam?! E neste capítulo das sopas entram também as canjas, esse prato tão tipicamente português, tão simples de confeccionar e a que tantas vezes recorremos quando pretendemos recuperar de uma gripe ou constipação. A canja mais típica é a de galinha mas existem outras variantes como a canja de amêijoas ou esta que trago hoje, a canja de bacalhau.


A canja de bacalhau é um prato típico da minha infância, muito apreciado pelo meu pai e que muitas vezes era confeccionado lá em casa. Era também um prato a que a minha mãe recorria para aproveitar as postas de bacalhau cozido que sobravam de outras refeições. Com uma ou duas postas era possível fazer uma generosa quantidade de canja que deixava toda a gente satisfeita. Confesso que na altura, a canja de bacalhau não era das coisas que mais apreciava mas com o tempo fui aprendendo a gostar mais desta sopa, preparada com aquele ingrediente tão usado na gastronomia portuguesa, o bacalhau. 

Apesar de a versão da minha mãe ser diferente, pois ela usava arroz em vez de massa, era igualmente deliciosa. Eu prefiro usar a massa nesta canja e costumo até variar no tipo de massa. Aqui escolhi a massa Letras da Nacional, sendo esta também uma estratégia para que até os mais pequenos saboreiem de forma mais divertida uma sopa rica e saudável, enquanto descobrem as diferentes letras do alfabeto. Podem usar outras massas nesta receita, como a Pevide ou as Argolinhas, massas disponibilizadas pela Nacional e de óptima qualidade. Podem ver aqui toda a variedade de massas comercializada pela marca. E se procuram inspiração para cozinhar, espreitem esta e outras receitas deliciosas, disponíveis no separador "Receitas" no site da Nacional.






Canja de Bacalhau

Ingredientes:
| 2 lombos de bacalhau
| 1 folha de louro
| 1 cebola
| 2 dentes de alho
| 2 c. (sopa) de azeite             
| 1 cenoura
| sal qb
| 1 raminho de coentros
| 6 ovos escalfados

Preparação:
1 . Coloque os lombos de bacalhau num tacho, junte 2 litros de água, a folha de louro e leve ao lume. Quando levantar fervura, desligue o lume e deixe o bacalhau de molho na água, até arrefecer.

2 . Escorra o bacalhau, reservando a água da cozedura. Retire a pele e as espinhas e desfaça o bacalhau em lascas. Reserve.

3 . Pique a cebola e os dentes de alho, coloque num tacho e junte o azeite. Salteie até a cebola ficar translúcida e de seguida adicione a cenoura em cubos. Salteie mais um pouco.

4 . Adicione a água do bacalhau, tempere com sal e deixe levantar fervura. Junte a massa Letras da Nacional e deixe cozinhar durante 10 minutos.

5 . Junte o bacalhau, rectifique o sal, misture e desligue o lume. Adicione os coentros picados e envolva. Sirva a canja com os ovos escalfados.





Tranches de Bacalhau Fresco com Broa e Chouriço e Puré de Ervilhas Primavera


Juntar os amigos à volta da mesa e partilhar uma deliciosa refeição cheia de cores e sabores é uma das coisas que me faz muito feliz. Deixar o tempo correr devagar, sermos seduzidos pelo sabor dos alimentos que saboreamos pausadamente enquanto nos perdemos em longas e animadas conversas. Porque, verdade seja dita, muitas vezes os melhores momentos que passamos com os nossos amigos são à volta de uma mesa, a criar histórias e a partilhar sorrisos. Então que sejam escolhidos os melhores ingredientes, de preferência sazonais, que se preparem receitas simples mas saborosas e claro, sem esquecer de um bom vinho ou cerveja a acompanhar.

Fui desafiado pelo Iglo a criar um jantar para servir aos melhores amigos em que o único requisito seria usar o Bacalhau Fresco Iglo no prato principal. Confesso que não foi difícil aceitar este desafio, pois eu adoro bacalhau. A Iglo designou Abril como o Mês do Bacalhau Fresco, com o objectivo de dar a conhecer aos portugueses esta variedade de bacalhau ainda pouco usada na nossa gastronomia. Num país em que o bacalhau seco e salgado é rei, podendo ser cozinhado de 1001 maneiras e apreciado pela maioria, a Iglo inovou lançando no mercado uma Tranche Inteira de Bacalhau Fresco e também  os Lombos de Bacalhau Fresco. Se o bacalhau tradicional nos acompanha à mesa desde sempre, designando-se como o nosso "fiel amigo", o Bacalhau Fresco será o nosso #BFF ou #BacalhauFrescoForever.


Não foi difícil idealizar esta receita. Comecei por pensar no ingrediente principal como se tratando de um peixe fresco normal. A partir daí trouxe sabores que gosto de juntar ao bacalhau e deixei-me envolver pelos ingredientes da estação, as Ervilhas Primavera Iglo, que adoro. Fui também buscar inspiração ao menu de degustação do jantar de Bacalhau Fresco Iglo, apresentado pelo Chef Daniel Cardoso, que me levou a fazer um Ceviche de Bacalhau Fresco. Mas já lá vamos! Todos os pratos estavam deliciosos neste jantar, mas devo salientar as pipocas de bacalhau e coentros que acompanharam um delicioso gelado de coentros que era do outro mundo!

Para esta receita quis criar algumas texturas com sabores nossos, daí ter misturado a broa, o chouriço e os coentros, com os quais vesti as tranches de bacalhau. A acompanhar, um puré deliciosamente aveludado, feito com as Ervilhas Primavera Iglo, as primeiras da estação, cheias de sabor e frescura. Este é um prato que dá prazer comer, que nos leva a querer repetir, que nos deixa de sorriso estampado no rosto. Da Tranche Inteira de Bacalhau Fresco, que dividi em quatro partes iguais, ainda sobrou um pouco de bacalhau que utilizei para fazer um delicioso ceviche que servi de entrada. Este é um prato cheio de frescura e sabor, que apenas serve para aguçar o apetite e que curiosamente foi a entrada que preparei, juntamente com o Chef Daniel e que prontamente tive de voltar a reproduzir em casa. Esta foi uma refeição tão boa que irá certamente ser repetida. Agora que os dias estão mais quentes não faltam desculpas para juntar os nossos melhores amigos à mesa e com eles degustar uma deliciosa refeição de Bacalhau Fresco.


Tranches de Bacalhau Fresco com Broa e Chouriço e Puré de Ervilhas

Ingredientes: (receita para 4 pessoas)
{para as tranches de bacalhau}
| 150 g de broa
| 100 g de chouriço
| 1 raminho de coentros
| sumo de 1/2 limão
| flor de sal
| pimenta                                                   
| 4 c. (sopa) de farinha
| 1 ovo batido
| rebentos de ervilha

{para o Puré de Ervilhas Primavera}
| 1 dente de alho
| 50 g de queijo creme
| 4 folhas de hortelã
| 1 noz de manteiga
| sal e pimenta

Preparação:
1 . Comece por cozer as ervilhas, levando um tacho ao lume com água, o dente de alho e uma pitada de sal. Quando começar a ferver adicione as ervilhas e deixe cozinhar por cinco minutos.

2 . Pré-aqueça o forno a 200ºC. Forre com papel vegetal um tabuleiro de forno e reserve.

3 . No copo de um robot coloque a broa, metade do chouriço e os coentros. Pique durante alguns segundos. Retire e reserve. Pique a outra metade do chouriço e reserve.

4 . Corte a tranche de Bacalhau Fresco Iglo em 4 partes iguais. Tempere com sumo de limão, flor de sal e pimenta acabada de moer. Passe depois cada tranche por farinha, pelo ovo batido e finalmente pela mistura de broa com chouriço, envolvendo bem. 

5 . Disponha as tranches no tabuleiro e leve ao forno por 12 minutos ou até começarem a dourar.

6 . À mistura de broa e chouriço que sobrar junte o restante chouriço. Coloque numa frigideira e aqueça durante alguns minutos sem parar de mexer. 

7 . Entretanto prepare o puré de ervilhas, colocando as ervilhas cozidas no copo de um robot, juntamente com o queijo creme, a hortelã, a manteiga, o sal e a pimenta. Triture até obter uma mistura aveludada. Rectifique os temperos, se necessário.

8 . Sirva as tranches de Bacalhau Fresco Iglo numa cama de puré de ervilhas, junte broa com chouriço e rebentos de ervilha.


Ceviche de Bacalhau Fresco

Ingredientes:
| 100 g de Bacalhau Fresco Iglo
| sumo de 1/2 limão
| sumo de 1 lima
| flor de sal
| 1 cebola pequena
| 2 c. (sopa) de coentros picados
| 1/4 de malagueta 
| 1 c. (sopa) de azeite virgem
| 1 fio de mel

Preparação:
1 . Corte o bacalhau em pedacinhos pequenos e regue com o sumo do limão e da lima acabado de espremer. Tempere com a flor de sal e deixe apurar 10 minutos.

2 . Pique a cebola e os coentros e corte a malagueta em rodelas finas. Adicione ao bacalhau juntamente com o azeite e um fio de mel. 

3 . Misture tudo e sirva fresco.

Bacalhau da Islândia Confitado com Crumble de Broa e Tomate Seco [e Puré de Batata Doce]


Estamos em contagem decrescente para o Natal! Apesar de cá em casa o espírito da quadra ainda não estar totalmente instalado (tradicionalmente a árvore de Natal só é montada no dia 1 de Dezembro) já vou pensando nas receitas que pretendo preparar para a consoada. Porque o Natal é mesmo isso, é o reunir da família e dos amigos em volta de uma mesa, é partilhar sorrisos e criar memórias, com pratos mais ou menos tradicionais. E para cumprir a tradição, na mesa de Natal tem de estar sempre presente o bacalhau. Desde pequeno que, ano após ano, o bacalhau era sempre servido na noite de Natal, cozido e acompanhado com couves. E bem regado com o "azeite novo", extraído das azeitonas que colhíamos das oliveiras do meu avô. E o que eu adorava ensopar o pão naquele azeite! Ainda hoje gosto, mas os sabores nunca serão os de outrora. O meu gosto por pratos de bacalhau tem vindo a melhorar cada vez mais e tenho imensa curiosidade em provar e experimentar receitas novas. 


Aceitei o desafio de criar uma receita para a mesa da consoada, usando o Bacalhau da Islândia. Quando falamos em Islândia falamos certamente do melhor bacalhau do mundo. É neste país de águas cristalinas que nasce um bacalhau de qualidade superior que se desenvolve num habitat perfeito graças às correntes de águas frias e quentes que criam condições de excelência para o desenvolvimento do bacalhau. Proveniente de fontes sustentáveis que asseguram a manutenção de stocks a longo prazo, o Bacalhau da Islândia é certificado em toda a cadeia, desde que é pescado até chegar à mesa dos consumidores. A base da qualidade deste bacalhau assenta na sabedoria dos pescadores que respeitam a sustentabilidade da espécie e os gostos dos consumidores.

A qualidade deste bacalhau destaca-se pela grossura dos seus generosos lombos que, depois de demolhados, permitem criar pratos mais sofisticados. A minha escolha foi para uns lombos de bacalhau confitados em azeite aromatizado com alho, louro, tomilho e pimenta da Jamaica. Acompanhei com um delicioso puré de batata doce e espinafres salteados. Para criar alguma textura, juntei um delicioso crumble de broa e tomate seco. No geral é uma receita bastante equilibrada em termos de sabor e é a opção perfeita para apresentar na mesa da consoada.


Bacalhau da Islândia Confitado com Crumble de Broa e Tomate Seco [e Puré de Batata Doce]

Ingredientes: 
| 3 lombos de Bacalhau da Islândia
| 4 dentes de alho 
| 3 folhas de louro
| 1 raminho de tomilho 
| 6 grãos de pimenta da Jamaica                    
| 600 ml de azeite virgem extra
| 100 g de broa de milho
| 20 g de tomate seco
| 100 g de espinafres
| sal 

[para o puré de batata doce]
| 400 g de batata doce laranja
| 60 ml de água
| 40 ml de leite
| 20 g de manteiga                                                                                 
| noz moscada
| pimenta
| sal

Preparação: 
1 . Pré-aqueça o forno a 100ºC

2 . Disponha os lombos de Bacalhau da Islândia num tabuleiro tipo pyrex. Distribua os dentes de alho, o louro, o tomilho e a pimenta da Jamaica.

3 . Regue generosamente o Bacalhau da Islândia com o azeite até que os lombos fiquem mergulhados até metade.

4 . Leve ao forno durante 40-45 minutos (o tempo irá depender da altura dos lombos). O azeite não deverá ferver e o bacalhau deverá assar lentamente.

5 . Para o puré, leve um tacho ao lume com a batata doce cortada em cubinhos. Cubra a batata com a água e o leite, tape o tacho e deixe cozinhar durante cerca de 20 minutos.

6 . Junte a manteiga e tempere com noz moscada, sal e pimenta. Triture até obter um puré liso e macio.

7 . Prepare o crumble, triturando a broa de milho juntamente com o tomate seco. Disponha num tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 8 minutos.

8 . Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite. Junte os espinafres, tempere com sal e salteie.

9 . Para servir, disponha o puré de batata num prato, junte os espinafres salteados e o lombo de Bacalhau da Islândia. Regue com azeite e cubra a superfície do lombo com o crumble.

A Cozinhar com a Ramirez na Loja das Conservas


No passado domingo, dia 12 de Outubro, estive a cozinhar na Loja das Conservas em Lisboa, onde apresentei um showcooking dedicado às Conservas Ramirez. A realização deste showcooking esteve inserida no âmbito das comemorações dos 160 anos da marca, que teve a gentileza de me convidar para realizar este evento. Aceitei o convite, em primeiro lugar porque ia fazer o que mais gosto, cozinhar, e depois porque adoro conservas. O objectivo do showcooking era dar a conhecer as novidades das conservas Ramirez e claro, dar a oportunidade ao público presente de degustar essas mesmas novidades. Sou um grande apreciador de conservas, pelo que estão sempre presentes na minha despensa e é frequente fazer uma ou outra receita com elas, como é o caso deste Pão de Sardinhas, que é repetente cá em casa e faz sempre sucesso, desta Empanada de Sardinha, destes Cestinhos de Pão e Atum ou desta Pizza de Cavala.


Lembro-me de gostar de conservas desde sempre e acho que este gosto me foi transmitido pelo meu pai. Lembro-me de ser ainda criança e a minha mãe fazia muitas vezes aquela sopa consistente que leva massa, feijão, carne e vegetais. A sopa, por ser "pesada" servia de refeição principal, mas para o meu pai um prato de sopa não era suficiente, então ele terminava sempre essas refeições abrindo uma lata de sardinhas ou atum que comia com broa ou pão feito no forno de lenha. E eu adorava aquilo, não propriamente o peixe, que como qualquer criança ainda não o apreciava, mas adorava lambuzar-me com o pão que molhava no molho da lata. Claro que outra coisa que adorava fazer era abrir a lata. Naquele tempo ainda não existiam as aberturas fáceis, haviam umas chaves especiais em ferro que eram vendidas juntamente com a lata e depois a abertura passava por um processo cuidadoso de enrolar delicadamente a tampa da lata, tendo o cuidado de não entornar o molho. Claro que isso muitas vezes era uma missão quase impossível e que acabava com a roupa cheia de nódoas, uma ou outra vez com um golpe num dedo e claro, um valente e inevitável ralhete.


Hoje em dia tudo é diferente, as embalagens são muito mais fáceis de abrir, e são também muito mais bonitas. Cada vez mais as marcas apostam no aspecto estético dos produtos que vendem, não descurando, claro, a qualidade dos mesmos. E a Ramirez é pioneira no que diz respeito à inovação no mundo das conservas, trabalhando já com 14 países e tendo sido a primeira marca a lançar pela primeira vez em todo o mundo as latas de conserva com abertura fácil, em alumínio e mais tarde em folha de Flandres.

Para este showcooking, foi-me pedido para fazer algumas receitas com os mais recentes produtos da marca, como é o caso das Sardinhas sem Pele e Sem Espinhas, das quais fiquei fã.
Preparei assim cinco receitas rápidas que tanto podem servir de entrada num jantar de família ou amigos, como podem ser conjugadas e fazer delas uma refeição principal. As receitas estão aqui em baixo e a avaliar pela satisfação dos presentes, fizeram sucesso.
Quero agradecer a todos aqueles que se juntaram a mim  nesta aventura culinária, numa manhã de domingo chuvosa, mas que ainda assim deixaram o conforto dos seus lares e vieram até à Loja das Conservas. Um obrigado especial à Sílvia e à Cláudia, responsáveis pelas imagens aqui presentes e outras que podem ver neste álbum. Obrigado também à Sara Costa da Loja das Conservas, pelo apoio prestado e também à Joana Queiroz e à Maria Manuel, ambas pertencentes à Ramirez.
Acho que o objectivo foi superado com sucesso, saí de coração cheio e com a certeza de que passei a mensagem de que o acto de degustar uma conserva não passa apenas por abrir uma lata e comer o que está lá dentro e bastando um pouco de criatividade, podemos criar uma receita irresistível.