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Biscoitos de Alecrim e Limão


O meu primeiro contacto com ervas aromáticas foi há muitos anos, ainda em criança, com a erva cidreira que crescia em abundância nas traseiras da casa dos meus avós. Formava um manto verde, juntamente com a hortelã que, aqui e ali, se confundia com as urtigas que nasciam como uma praga. Perdi a conta às vezes que fui picado por elas quando, juntamente com a minha avó, apanhávamos a erva cidreira que ela metia a secar para mais tarde usar para fazer chá. Mas também havia salsa. E esta sim, talvez fosse a erva aromática mais comum de encontrar por ali, logo a seguir ao alecrim. Qualquer canteiro, qualquer vaso vazio, serviam para plantar um pé de salsa. Esta era uma erva muito usada, tanto nos refogados como para fazer marinadas para temperar as carnes. Também havia o manjericão,  que todos os anos era religiosamente semeado pela minha avó e mais tarde pela minha mãe, com as sementes que elas guardavam do ano anterior. No auge da Primavera era vê-los crescer em vasos e canteiros e sentir o ar perfumado do cheiro que emanava das suas folhas. No entanto, esta era apenas uma erva de cheiro e não me lembro de alguma vez ter sido usada para cozinhar, durante a minha infância. Mal eu sabia que mais tarde viria a conhecer o famoso pesto, tão usado na cozinha italiana e feito à base de manjericão. Hoje não dispenso esta erva para fazer um delicioso molho de tomate, para finalizar uma pizza ou aromatizar bebidas.


Mais tarde e através do meu pai, vim a conhecer o coentro. E o que eu detestava coentros! Não suportava o cheiro e muito menos o sabor. O meu pai usava os coentros em abundância na salada e eu fazia sempre cara feia ao vê-lo deliciar-se a comê-los. Ironia do destino, com o passar dos anos os nossos gostos, bem como o paladar, vão-se alterando e aos poucos eu fui aprendendo a gostar de coentros. Hoje confesso que é das minhas ervas aromáticas preferidas ou mesmo a preferida. Já não os dispenso cá em casa e uso-os praticamente em tudo. Adoro o sabor que eles conferem a alguns pratos e a frescura que dão às saladas. Afinal o meu pai tinha mil razões para saborear com deleite as saladas preparadas por ele e que durante anos eu desdenhei. 
Também gosto de alecrim, uso-o bastante em assados de carne e para temperar batatas. Gosto do seu aroma cítrico, quente e apimentado. Para além de que tem uma flor linda! É óptimo para aromatizar bebidas mas também funciona bem com sobremesas. Experimentem esta tarte ou este bolo e vejam se eu não tenho razão!

Desta vez experimentei usar o alecrim para aromatizar uns deliciosos biscoitos amanteigados. Ficaram tão gulosos que desapareceram num instante. São muito fáceis de fazer e ficam perfeitos a acompanhar uma chávena de chá ou para saborear juntamente com um café. Esta é mais uma receita que preparei em colaboração com o site Alegro para acompanhar o artigo mensal, desta vez intitulado "Ervas Aromáticas: Benefícios, Propriedades e Receitas". Neste artigo, que podem ler na íntegra aqui, para além desta receita deliciosa, dou-vos ainda a conhecer algumas das propriedades das ervas aromáticas bem como as suas aplicações no mundo da culinária. 


(artigo mensal escrito em colaboração com o site Alegro)

Ervas Aromáticas: Benefícios, Propriedades e Receitas


As ervas aromáticas são imprescindíveis nas nossas cozinhas. Fazem a diferença em qualquer prato, tornando-o mais saboroso e aromático. É importante, na hora de cozinhar, saber qual a erva aromática que deve escolher e qual a quantidade a usar. As ervas aromáticas devem acompanhar o prato, realçando o sabor característico de cada alimento. Para além de tornarem os pratos mais apetitosos, há outros benefícios nas ervas aromáticas, elas ajudam a fazer uma boa digestão e possuem propriedades nutritivas. Se não é apreciador de ervas aromáticas está na altura de mudar de opinião, pois os seus benefícios para a saúde são muitos e as receitas com ervas aromáticas são deliciosas.

O ideal é plantar em casa as suas próprias ervas aromáticas. Pode começar pelas que mais aprecia ou que usa com mais frequência. Esta é uma forma de garantir que as tem sempre à mão, na hora de cozinhar. São muito fáceis de cuidar, requerem pouco espaço para crescer, trazem mais cor e aroma às nossas casas e algumas até afastam os insectos. O único requisito é ter uma janela ou varanda que apanhe luz solar algumas horas por dia. E claro, não esquecer de as regar com frequência.

Ervas aromáticas como substituto do sal, sim ou não?!
O sal é um tempero que quando consumido em excesso pode causar danos na nossa saúde. Provoca a subida da pressão arterial, aumentando desta forma o risco de doenças do coração. Segundo a Direcção Geral de Saúde "a utilização de ervas aromáticas na redução da ingestão de sal na dieta poderá influenciar dupla e positivamente a saúde, quer pela redução da quantidade de sal nos alimentos, quer pelas propriedades (...)


(leiam o artigo completo aqui)


Receita com Ervas Aromáticas: Biscoitos de Alecrim e Limão

Ingredientes:
| 50 g de açúcar amarelo
| 125 g de manteiga à temp. ambiente
| 1 c (chá) de alecrim fresco picado
| 175 g de farinha s/ fermento                          
| 1 pitada de sal
| 1 c. (chá) de fermento em pó          
| 1 c. (chá) de pasta de baunilha
| raspa da casca de 1 limão

{para o glacé}
| 6 c. (sopa) de açúcar em pó
| sumo de 1/2 limão
| folhas de alecrim para decorar

Preparação:
1 . Pré-aqueça o forno a 200ºC.

2 . Numa taça bata o açúcar juntamente com a manteiga até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Junte o alecrim picado, a farinha e uma pitada de sal e misture bem até a massa formar uma bola.

3 . Forme 12 bolas com as mãos e distribua por uma forma de muffins anti-aderente. Pressione ligeiramente com as pontas dos dedos, dando o formato de uma bolacha.

4 . Leve ao forno durante 8-10 minutos. Retire e deixe os biscoitos arrefecerem na forma cerca de 10 minutos. Desenforme sobre uma grelha e deixe arrefecer completamente.

5 . Prepare o glacé, misture o açúcar com o sumo de limão até obter a consistência desejada. Espalhe o glacie sobre os biscoitos e decore com folhas de alecrim.

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Tarte de Ruibarbo, Limão e Alecrim


Depois da tempestade vem a bonança. Parece que finalmente a chuva deu tréguas e voltaram os dias de luz. Por mim está perfeito e as temperaturas podem manter-se assim por alguns dias. Sem dúvida que estes dias nos deixam mais bem dispostos, com mais energia e vontade de fazer coisas novas. Afinal de contas já estamos na Primavera e já era tempo de aparecerem os dias longos de céu azul e com o sol a brilhar. 

Mas se a Primavera tem estado tímida no que respeita ao tempo, o mesmo não se pode dizer em relação aos produtos típicos desta estação que chegam cá a casa. É tempo de morangos e estes já vão tendo presença assídua nas refeições cá de casa. Gosto de os comer ao natural, mas também em saladas e claro, nas sobremesas. E chegam também as primeiras ervilhas da estação, as courgettes, os espargos e os espinafres. Simplesmente adoro toda a mistura de cores e sabores que a Primavera nos oferece! E é tempo de ruibarbo, finalmente! Gosto imenso deste vegetal e sempre que o vejo à venda não perco a oportunidade de trazer uns quantos caules comigo. Por cá ainda não é muito conhecido, mas nos países nórdicos é bastante usado e apreciado. No início de Março viajei até à Suíça e por acaso encontrei ruibarbo à venda. Não resisti a comprar e trouxe comigo uma pequena quantidade. Há quem compre roupa ou sapatos, eu fico feliz com estes ingredientes raros de encontrar por cá. Não resisto a experimentar receitas novas com este ingrediente que tanto aprecio.


Esta tarte de ruibarbo, é uma receita da Aimee. Não é segredo para ninguém o quanto eu gosto das receitas dela. São receitas simples e que funcionam sempre. Para além de ser uma miúda super simpática e uma cozinheira super talentosa, ainda faz fotografias lindas que me inspiram e me deixam com vontade de experimentar todas as receitas. Ela publicou a receita da tarte precisamente na mesma altura em que eu havia comprado o ruibarbo, mesmo sem eu saber ainda o que iria fazer com ele. Claro que não resisti a esta tarte linda que é do mais simples que há e cuja combinação de sabores é uma coisa maravilhosa que não deixa ninguém indiferente. O sabor cítrico do limão combinado com a acidez adocicada do ruibarbo, as notas de baunilha e o perfume do alecrim, tudo junto e envolvido por uma massa amanteigada e crocante de bradar aos céus, leva-nos a querer repetir cada fatia. 


Tarte de Ruibarbo, Limão e Alecrim
(receita adaptada do blog Twigg Studios)

Ingredientes:
{para a massa}
| 200 g de farinha de trigo s/ fermento
| 110 g de manteiga fria
| 3 c. (sopa) de açúcar mascavado
| 2-3 c. (sopa) de sumo de limão
| raspa da casca de 1 limão
| 1 pitada de sal

{para o recheio}
| 5 c. (sopa) de Lemon Curd (usei esta receita)
| 5 c. (sopa) de amêndoa moída
| 2-3 caules de ruibarbo
| 4 c. (sopa) de açúcar mascavado
| raspa da casca de 1 limão
| 1 c. (chá) de alecrim picado
| 1 vagem de baunilha
| 1 ovo 
| amêndoas laminadas q.b.

Preparação:
1 . Colocar a farinha e a manteiga em pedaços numa taça ou num processador e misturar (se misturar à mão use a ponta dos dedos até obter uma mistura areada). Junte o açúcar, o sal, a raspa de limão e misture novamente. Aos poucos vá juntando o sumo de limão, uma colher de cada vez, até a massa ficar moldável e despegar das paredes do copo ou taça. Forme uma bola e deixe a massa descansar por 20 minutos.

2 . Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre com papel vegetal um tabuleiro de forno e reserve.

3 . Numa superfície enfarinhada estenda a massa com o rolo, formado um rectângulo. Sobre a massa espalhe o Lemon Curd, deixando cerca de 3 cm de massa livre em todo o rebordo. Distribua a amêndoa moída sobre o Lemon Curd.

4 . Corte os talos de ruibarbo em pedaços com cerca de 6 cm e disponha o ruibarbo na tarte formando um padrão a gosto. Salpique com o açúcar mascavado, a raspa de limão e o alecrim picado. Abra a vagem de baunilha e com uma faca raspe as sementes, polvilhando a tarte com elas.

5 . Dobre as extremidades da massa para dentro formando uma "parede". Pincele com ovo batido e distribua algumas amêndoas laminadas.

6 . Leve ao forno cerca de 35-40 minutos. Sirva ainda morna, acompanhada de uma bola de gelado de baunilha ou natas batidas.

Caldo de Legumes Caseiro - Como Fazer?!


Uma das formas de equilibrarmos o orçamento familiar é fazermos alguns produtos em casa ao invés de os comprar no supermercado. Aos poucos sentimos a diferença, tanto na carteira como na saúde. As refeições, por mais simples que sejam, são sempre feitas em casa. Evito ao máximo comprar refeições já preparadas ou à base de produtos processados. Nada sabe melhor que uma refeição preparada por nós, com ingredientes genuínos e de qualidade. Sim, nem sempre o tempo disponível nos permite passar horas na cozinha e uma refeição processada de vez em quando também não faz mal nenhum. Desde que seja uma excepção e não uma regra. Mas a verdade é que nada se compara ao sabor de um pão feito em casa, amassado com amor e preparado com carinho. As bolachas, ou têm demasiado açúcar ou demasiada gordura. Em casa podemos sempre escolher a receita que mais nos agrada e ajustar as quantidades de açúcar ou gordura ao nosso gosto. Para além de que podemos optar por escolher farinhas mais saudáveis. As sobremesas, os iogurtes, as barras energéticas, os sumos, os molhos para temperar as carnes e o peixe, tudo tem mais sabor e sabe melhor quando é preparado em casa.


O mesmo se aplica aos caldos, quer sejam de legumes, de carne ou galinha. Cá em casa costumo fazer imensas vezes caldo de legumes. São uma base essencial para preparar sopas, risottos, estufados ou guisados. Nos meus workshops faço sempre questão de aconselhar as pessoas a fazer o mesmo e acabam sempre por me pedir a receita. A verdade é que não existe uma receita em concreto. É mesmo uma questão de usarmos os legumes que temos à mão ou que mais gostamos. O resto é a intuição que faz. Podemos adicionar mais ou menos sal, temperar com ervas aromáticas e aromatizar com especiarias ao nosso gosto. Desta forma evitamos os caldos que se vendem no supermercado, aqueles "cubinhos mágicos" cuja composição muitas vezes desconhecemos. É também uma forma de aproveitarmos as sobras de legumes que não usamos e que muitas vezes vão parar ao lixo.

Como referi, podem usar os legumes e as ervas que mais gostarem. Esta é apenas uma sugestão que preparei em colaboração com o site Alegro, para acompanhar o artigo mensal "Caldo de Legumes Caseiro - Como Fazer?", que podem ler na íntegra aqui. Neste artigo irão ficar a conhecer todas as vantagens de prepararem o vosso caldo de legumes caseiro e com ele pouparem no orçamento e amplificarem o sabor das vossas receitas.


(artigo mensal escrito em colaboração com o site Alegro)

Caldo de Legumes Caseiro - Como Fazer?!

Quantas vezes já nos questionámos acerca da composição daqueles "cubinhos mágicos concentrados" que são vendidos nos supermercados?! Fazer um caldo de legumes caseiro é uma das formas mais fáceis de amplificar o sabor das nossas receitas, economizar dinheiro e usar os legumes que sobram, antes de irem parar ao lixo. É fácil e tão simples, basta cortar alguns legumes, cobrir com água, cozinhar e está feito. Temos caldo de legumes suficiente para acrescentar aos nossos cozinhados e tudo em pouco menos de duas horas. Sem corantes, sem conservantes, sem excesso de gordura e de sal e sem intensificadores de sabor.

Se abrir agora o seu frigorífico e olhar para as gavetas dos legumes, o que vai encontrar?! Umas cenouras envelhecidas que há muito deveriam ter sido usadas?! Um ramo de salsa cujas folhas começam a ficar amareladas?! Uns cogumelos que começam a perder a forma?! Junte tudo numa panela, acrescente uma cebola e um alho francês, adicione ervas aromáticas e leve a cozer em água abundante. Esta é a base para um caldo de legumes caseiro delicioso!

Como fazer um caldo de legumes? Comece por escolher os melhores vegetais.

Dê preferência a legumes de sabor neutro. Algumas receitas aconselham o uso de especiarias fortes. Mas, tal como o sal, e a não ser que o caldo de legumes seja para um prato específico, o uso de sabores intensos deverá ser evitado. Cenouras, cebolas, aipo, alho francês, cogumelos, são os legumes base a usar num caldo, mas sinta-se livre para omitir ou substituir qualquer um deles por outro da sua preferência. Mas nem todos os legumes deverão ser usados num caldo caseiro (...) 

(leiam o artigo completo aqui)


Como Fazer: Caldo de Legumes Caseiro

Ingredientes:
| 2 litros de água
| 1 cebola
| 3 dentes de alho
| 2 cenouras
| 6 cogumelos
| 2 talos de aipo com folhas
| 1 alho francês
| 10 grãos de pimenta da Jamaica      
| 2 folhas de louro
| 1 c. (sopa) de sal
| 2 raminhos de coentros
| 1 raminho de tomilho
| 1 raminho de alecrim
| 2 c. (sopa) de azeite

Preparação:
1 .  Comece por lavar muito bem todos os ingredientes.

2 . Numa panela coloque a água. Junte a cebola inteira, os dentes de alho, as cenouras, os cogumelos, o aipo e o alho francês, cortados em pedaços.

3 . Quando a água começar a ferver acrescente os grãos de pimenta, o louro, o sal, as ervas aromáticas e regue com o azeite.

4 . Baixe o lume e deixe cozinhar durante 1h a 1h30 (quanto mais tempo mantiver o caldo ao lume maior será a sua intensidade em termos de sabor).

5 . Coe o seu caldo de legumes caseiro e guarde em frascos herméticos no frigorífico ou congele.

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